O mercado imobiliário em Santa Catarina segue valorizando no começo de 2026. O preço dos imóveis para venda no âmbito residencial subiu acima da inflação em seis das sete cidades catarinenses analisadas no Índice FipeZAP. A seguir, veja os resultados de janeiro e do acumulado de 2025 no Estado.
Destaques do preço dos imóveis para venda em Santa Catarina:
- São José registrou a maior variação positiva entre as cidades catarinenses;
- SC completou mais um ano no topo do metro quadrado mais caro do País;
- em 12 meses, todas as cidades no Estado valorizaram acima da inflação;
- já o preço do aluguel segue direções opostas em Santa Catarina.
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Mercado imobiliário de SC tem alta acima da inflação em janeiro
O ano começou com fortes indícios de que a valorização imobiliária em Santa Catarina não deve retroceder.
Em janeiro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como uma prévia da inflação oficial no Brasil, cresceu 0,20% frente ao mês anterior.
No mesmo período, a média dos preços dos imóveis para venda no País subiu idênticos 0,20%, considerando as 56 cidades avaliadas no Índice FipeZAP de Venda Residencial.
Já as cidades catarinenses presentes na lista tiveram, em sua maioria, uma valorização acima da inflação. Apenas Joinville, com alta de 0,12%, ficou abaixo do patamar de 0,20%.
Variação do preço dos imóveis para venda em janeiro de 2026:
- São José: +0,87%
- Florianópolis: +0,82%
- Itajaí: +0,64%
- Itapema: +0,57%
- Blumenau: +0,48%
- Balneário Camboriú: +0,27%
- Joinville: +0,12%
O desempenho de São José não é um ponto fora da curva. O município da Grande Florianópolis tem, no acumulado de 12 meses até janeiro, a maior variação positiva entre as localidades catarinenses no Índice FipeZAP (+11,71%) e uma das maiores valorizações imobiliárias de todo o País.
5 tendências que definem o mercado imobiliário no Brasil em 2026.
Preço dos imóveis para venda segue crescendo
Se considerarmos o período de 12 meses até janeiro de 2026, então as sete cidades de Santa Catarina tiveram uma variação que superou a inflação acumulada. Como referência, os preços gerais para os consumidores subiram 4,31% nesse intervalo, de acordo com o IBGE.
Variação do preço dos imóveis para venda em 12 meses até janeiro de 2026:
- São José: +11,71%
- Itapema: +9,83%
- Blumenau: +9,24%
- Florianópolis: +8,71%
- Itajaí: +7,69%
- Joinville: +7,11%
- Balneário Camboriú: +6,44%
No mesmo período, a média brasileira avançou 6,12%, conforme os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e do Grupo OLX.
Esse resultado é bom para quem investe, mas preocupa quem busca no mercado imobiliário a atividade-fim de moradia.
Florianópolis, por exemplo, tem o quinto pior índice para compra de imóvel no Indicador de Acesso Habitacional, que compara a renda das famílias com os preços dos imóveis para venda nas capitais brasileiras. A cidade ainda tem o quinto maior valor do metro quadrado para venda no Índice FipeZAP, em um top cinco dominado por Santa Catarina.
Preço médio do metro quadrado para venda em janeiro de 2026:
- Balneário Camboriú: R$ 15.030 (1º lugar nacional)
- Itapema: R$ 14.944 (2º lugar nacional)
- Itajaí: R$ 13.023 (4º lugar nacional)
- Florianópolis: R$ 12.864 (5º lugar nacional)
- São José: R$ 8.871 (17º lugar nacional)
- Joinville: R$ 8.115 (22º lugar nacional)
- Blumenau: R$ 7.692 (27º lugar nacional)
Vitória, no Espírito Santo, completa o pódio do metro quadrado mais caro no Brasil, com o valor de R$ 14.253. A média das 56 cidades analisadas ficou em R$ 9.642.
Jornada de compra de imóvel deixa apenas 48% satisfeitos.
Preço dos aluguéis varia em Santa Catarina
O Índice FipeZAP também calcula o preço dos imóveis residenciais para aluguel no País, embora em um número menor de cidades, 36 ao todo. Dessas, três estão em Santa Catarina: Florianópolis, Joinville e São José.
Na média brasileira, os aluguéis ficaram 9,44% mais caros em 2025, na comparação com o ano anterior. Enquanto isso, em Santa Catarina, os resultados foram bem variados.
O preço na capital Florianópolis acompanhou a variação nacional, com alta de 9,35% em relação a 2024. Joinville superou com folga a média do aluguel no Brasil e avançou 11,49%. Por outro lado, apenas dois municípios entre os 36 analisados apresentaram um desempenho negativo e um deles foi justamente São José, com queda de 3,10%. O outro foi Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, que recuou 4,36% no indicador.
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