Feriados exigem mais planejamento financeiro que Copa e eleições

Feriados exigem mais planejamento financeiro que Copa e eleições

Em 2026, o brasileiro está de olho no orçamento familiar, em meio a um calendário com desafios especiais para manter as contas em ordem. A Copa do Mundo, as eleições e os 11 feriados prolongados pressionam o planejamento financeiro ao longo do ano. Entretanto, de acordo com um levantamento de Neogrid e Opinion Box, esses feriados exigem o maior preparo do consumidor, mais até que os grandes eventos que dominam as notícias.

Saiba mais sobre o planejamento financeiro do público em 2026:

  • 57% dos brasileiros estão mais preocupados com o custo de vida neste ano;
  • 49% acreditam que os feriados implicarão um aumento dos gastos;
  • 26% também acham que a Copa do Mundo influenciará suas compras;
  • e 49% têm seu comportamento de consumo afetado pelo período eleitoral.

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Contexto do planejamento financeiro em 2026

O ano começou com o público na defensiva, segundo a pesquisa “Dados sobre acontecimentos de 2026 que impactam o bolso do consumidor”, de Neogrid e Opinion Box.

O levantamento mostra que 57% dos entrevistados estão mais preocupados com os custos de vida em 2026 do que estavam em 2025, sendo que 30% se dizem muito mais preocupados.

Esse dado relaciona-se diretamente com o elevado percentual de brasileiros endividados. Como aponta a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 29,6% dos consumidores no País tinham contas atrasadas em fevereiro de 2026. Esse número é maior que os 28,6% registrados no mesmo mês do ano anterior.

Diante desse quadro, 76% das pessoas ouvidas afirmaram a intenção de cortar gastos neste ano. O planejamento financeiro passa principalmente por estas estratégias:

  • Diminuir as compras por impulso: 69%
  • Comprar mais promoções: 55%
  • Procurar lojas e estabelecimentos com melhor preço: 53%

Por outro lado, entre quem planeja ampliar os gastos, as prioridades sugerem uma valorização de experiências. Viajar aparece em primeiro lugar para esse perfil de público, com 60%, seguido de estudar, com 41%.

Ou seja, além de economizar quando possível, o consumidor brasileiro quer gastar melhor e com mais propósito.

Custo de vida em Santa Catarina é de R$ 4.180 por mês, em média.

Feriados prolongados exigem o maior planejamento financeiro

Há 11 feriados prolongados no Brasil em 2026. Isso gera um efeito persistente e cumulativo no planejamento financeiro do público nacional.

Não por acaso, 49% dos brasileiros acreditam que essas datas vão aumentar seus gastos ao longo do ano. E 51% precisam se planejar com antecedência para não terem as finanças comprometidas com tais ocasiões.

Ainda se antecipando, a pesquisa informa que 43% dos brasileiros consideram os feriados como um fator de imprevisibilidade no planejamento. Esse percentual supera o das eleições (32%) e o da Copa do Mundo (26%).

Mas os feriados prolongados são uma clara oportunidade para o setor de serviços brilhar, especialmente aqueles negócios envolvidos em proporcionar experiências ao público.

Os maiores gastos nessas datas envolvem:

  • Passeios e lazer: 55%
  • Alimentação e bebidas: 50%
  • Viagens: 40%

Depois, aparecem também delivery (25%), compras para a casa (23%) e transporte (23%).

71% dos consumidores devem gastar mais com a Copa do Mundo 2026.

Copa do Mundo e eleições têm um impacto financeiro distinto

Já os grandes eventos midiáticos de 2026, como a Copa do Mundo, entre junho e julho, e as eleições de outubro, devem gerar comportamentos próprios.

O Mundial tem picos de consumo concentrados nos dias de jogos, sendo os principais gastos associados às seguintes categorias:

  • Bebidas e comida: 51%
  • Roupas e acessórios: 24%
  • Festas e eventos: 20%

No geral, um em cada quatro consumidores no País acredita que a Copa do Mundo afeta suas decisões de compra.

Um caso diferente é o das eleições, cujo impacto é mais amplo e mais bem distribuído ao longo do ano. Para 49% dos entrevistados, a disputa eleitoral influencia suas decisões de consumo. Mais ainda, 24% dizem que o próprio estado emocional interfere na forma como compram.

O clima de incerteza explica esse fenômeno. As eleições elevam a sensação de risco econômico e social na mente do consumidor, que tende a segurar algumas aquisições maiores e adiantar outras menores.

Compreender esses comportamentos é necessário para pensar as estratégias dos negócios, lidar com as possíveis objeções e aproveitar as oportunidades que aparecem. Assine a newsletter do Negócios SC e receba mais dados no seu e-mail.