Serra Catarinense amadurece como destino além do turismo de inverno
08/09/2026O frio e a neve continuam sendo grandes atrativos da Serra Catarinense, como mostra o desempenho do turismo durante esta temporada de inverno. Mas a região dá sinais de maturidade para ser um destino do ano todo, atraindo inclusive moradores e investidores. Veja os destaques a seguir sobre o tema!
Para acompanhar o desenvolvimento da Serra Catarinense:
- os grupos de turistas tiveram um gasto médio de R$ 3.852 neste inverno;
- isso representa um aumento real de 4% em relação à mesma época de 2025;
- mas a região oferece atrações para aproveitar de janeiro a janeiro;
- isso também aquece o mercado imobiliário dos municípios serranos.
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Turismo de inverno segue forte na Serra Catarinense
É na estação mais gelada do ano que acontecem os grandes eventos da região, como as tradicionais Festa Nacional do Pinhão e Festa Nacional da Maçã. Somada à expectativa de neve, temos aí a receita para atrair gente de todo o País em meio ao clima invernal.
Portanto, é natural que a região seja fortemente associada a essa época de frio. Uma nova pesquisa da Fecomércio SC mostra que esse mercado está mesmo em ascensão.
De acordo com o relatório “Turismo de Inverno na Serra Catarinense”, esta temporada registrou uma alta real de 4% nos gastos dos turistas em comparação com a do ano anterior. O avanço foi puxado pelo consumo no comércio local, com 80% dos visitantes realizando compras durante a estadia, e pela maior diversidade de experiências oferecidas nos pacotes turísticos.
Se entre 2024 e 2025 o gasto médio por grupo visitante saltou de R$ 2.824 para R$ 3.550, o valor continuou a trajetória de crescimento para chegar a R$ 3.852 em 2026.
A Fecomércio SC aponta nesse sentido que o perfil de quem visita está mudando. A fatia de turistas com renda familiar acima de oito salários mínimos chegou a 41,5% em 2026, consolidando-se como maioria, enquanto o grupo com renda superior a 15 salários mínimos quase dobrou de participação na última década.
A origem de 60,9% desses visitantes são os próprios municípios catarinenses, com maior contribuição do Vale do Itajaí e da Grande Florianópolis. Já os turistas de fora do Estado vêm principalmente do Paraná e de São Paulo. Isso explica por que o carro particular ainda domina o deslocamento até a região, respondendo por 82,6% das viagens.
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A Serra Catarinense tem potencial turístico para o ano todo
Ao lado dessa força durante o inverno, a Serra Catarinense reúne atrativos capazes de sustentar a visitação em qualquer época do ano. Cânions, cachoeiras e trilhas colocam o turismo de natureza e o de aventura entre as principais motivações de viagem para a região, ao lado de atividades ligadas ao bem-estar e à desaceleração do ritmo urbano.
O enoturismo também surge como uma das apostas mais consistentes de diversificação. As vinícolas regionais recebem visitantes o ano inteiro, com roteiros de degustação, passeios pelos vinhedos e experiências gastronômicas que não dependem exclusivamente das temperaturas negativas para atrair público.
Em um contexto mais amplo, a gastronomia tem um papel relevante de vender a Serra Catarinense o ano todo. Especialmente os produtos típicos, como o queijo serrano, o mel de melato da bracatinga e os próprios vinhos de altitude, reforçam a identidade regional e funcionam como um convite permanente à visitação.
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Espaço para crescimento no mercado imobiliário da Serra
O amadurecimento turístico da Serra Catarinense abre caminho para outra frente de desenvolvimento: o mercado de imóveis.
O Painel Imobiliário da Região Serrana, elaborado pelo Sinduscon Grande Florianópolis em parceria com a Alphaplan, relatou o potencial de desenvolvimento do setor. Chama a atenção, sobretudo, o fato de que o preço médio do metro quadrado na Serra Catarinense ainda é bem inferior ao praticado no litoral do Estado, por exemplo.
Enquanto a média serrana fica em R$ 663 por metro quadrado, Florianópolis ultrapassa os R$ 16 mil e São José supera os R$ 11 mil. Mas, dentro da própria Serra Catarinense, Urubici já se destaca como o município mais valorizado, com média de R$ 930 por metro quadrado.
O levantamento mapeou 603 unidades disponíveis em 15 empreendimentos distribuídos entre São Joaquim, Urubici, Rancho Queimado e Bom Jardim da Serra, somando um Valor Geral de Vendas estimado em R$ 392 milhões.
— A Serra Catarinense deixou de ser apenas um destino turístico de inverno para se consolidar como uma alternativa de moradia, lazer e investimento. O mercado ainda é pequeno quando comparado ao litoral, mas os números mostram que existe espaço para crescimento consistente e valorização ao longo dos próximos anos — analisou o presidente do Sinduscon Grande Florianópolis, Carlos Leite.
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