5 estratégias para crescer no mercado de marketplaces no Brasil

03/02/2026

5 estratégias para crescer no mercado de marketplaces no Brasil

Nove em cada dez brasileiros conectados compram pela internet ao menos uma vez por mês, segundo os dados de Octadesk e Opinion Box. Para esse público, os marketplaces são cada vez mais sinônimos de e-commerce. Pensando nisso, veja a seguir cinco estratégias para o seu comércio conquistar o consumidor digital.

Dados para entender o mercado de marketplaces no Brasil:

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Marketplaces aumentam a participação no e-commerce

Os brasileiros concentram ainda mais as compras on-line nos marketplaces que a média global. De acordo com a Euromonitor International, a participação desse canal no varejo virtual cresceu de 38% em 2014 para 62% em 2024 no mundo. Já no Brasil, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) apontou um percentual de participação de quase 80%.

A pesquisa “E-Consumidor 2026”, do Opinion Box em parceria com a Nuvemshop, também é esclarecedora. Ela diz que 73% do público nacional prefere os marketplaces para comprar pela internet.

Isso acontece porque os marketplaces — sites que reúnem diversos vendedores dentro de uma mesma loja on-line — estão muito alinhados com o comportamento de compra dos brasileiros conectados.

Em primeiro lugar, a concorrência entre vendedores gera uma expectativa de melhores preços nessas plataformas. Depois, 55,3% dos entrevistados no “E-Consumidor 2026” responderam que a preferência por esse canal se dá por ele ser mais prático, rápido e funcional para comparações. Para completar, ainda há uma confiança maior desde as avaliações de clientes até o processo de pagamento.

Mesmo que sua marca não esteja presente em um marketplace, entender o que atrai os consumidores a esse canal é importante para saber como uma loja virtual pode competir pela atenção do consumidor on-line.

Veja 3 estratégias para aumentar as vendas no e-commerce.

Como os marketplaces asiáticos cresceram no Brasil?

Uma boa inspiração para os varejistas brasileiros vem das plataformas asiáticas, como Shopee, Temu, Shein e AliExpress.

A princípio, a escolha dos consumidores foi pelo menor preço. Um estudo da Globo destaca nesse aspecto que 60% dos compradores no Brasil escolhem os marketplaces da Ásia por perceberem que neles os preços são mais baixos. A Shoppe tornou-se até a plataforma do gênero mais lembrada no País, superando o gigante latino-americano Mercado Livre.

O preço que atrai então vira hábito. Sete em cada dez brasileiros conectados dizem não pesquisar muito na hora de comprar produtos mais baratos e geralmente recorrem ao site de preferência.

Mas, para disputar esses consumidores no longo prazo, os varejistas asiáticos estão investindo também na logística. As marcas com mais tempo no Brasil já apostaram na nacionalização por meio de parcerias locais, infraestrutura de distribuição e até fabricação brasileira.

Conheça as tendências do e-commerce no Brasil para 2026.

Estratégias para crescer no mercado de marketplaces

1) A experiência é um campo de batalha

Depois do preço, uma boa experiência de compra é o que faz 50% dos consumidores on-line no Brasil terem uma loja favorita, conforme o levantamento da Globo. Isso inclui o momento da compra até a entrega do produto.

Observe com um olhar de fora como é comprar no seu e-commerce. A navegação é fácil e adaptada a diferentes dispositivos? Os produtos têm boas imagens e descrições completas? A busca funciona? É possível avançar rapidamente nas etapas de compra? O método de pagamento é reconhecido como confiável pelo consumidor comum?

Onde houver atrito nesse teste é onde seu potencial cliente está desistindo de comprar.

2) Os varejistas se diferenciam pela logística

A usabilidade da loja virtual ou do marketplace é um lado da moeda. O outro é a entrega.

Para 60% dos compradores brasileiros na internet, entregas mais rápidas os fariam comprar com mais frequência em uma mesma plataforma. E eles não querem apenas rapidez: 51% também gostam de acompanhar o pedido em tempo real ou serem atualizados constantemente a respeito.

A Nuvemshop ressalta que mesmo uma estratégia de frete grátis pode ser muito benéfica para os negócios. Com essa opção, sobe a taxa de conversão e baixa o custo de aquisição por cliente, compensando o investimento.

3) Recomendações personalizadas

Dois em cada três entrevistados pela Globo tendem a comprar em sites que entendem os gostos deles e recomendam produtos segmentados. Essa personalização é outra chave para crescer no mercado de marketplaces ou conquistar o consumidor on-line para sua loja virtual.

O “E-Consumidor 2026” ainda pontua que 47% dos consumidores querem mais recomendações alinhadas ao perfil deles. E comenta sobre as recomendações no checkout da compra: “Quanto mais personalizada for a sugestão, maiores as chances de aumentar o carrinho e o ticket médio”.

4) Programas de fidelidade

Outra lição para tirar dos marketplaces asiáticos é que eles transformam o cadastro de clientes em uma experiência divertida, com indicações personalizadas, elementos de gamificação e recompensas. 

Essa conexão direta com o público tem um grande impacto nas vendas on-line. Segundo a Globo, um em cada cinco brasileiros conectados já comprou por impulso ao receber uma notificação de oferta pelo celular.

5) A televisão influencia as compras on-line

Para vender mais pela internet, uma solução é anunciar fora dela. A televisão tem um poder imenso de influenciar o consumo dos brasileiros, até mesmo nos canais digitais.

A Globo prova isso com o seguinte dado: 64% dos consumidores no País têm o hábito de procurar on-line os produtos que veem anunciados na televisão. E 60% confiam mais na loja virtual ao ver o comercial dela nesse meio.

Quer mais dados para basear sua estratégia de e-commerce? Baixe gratuitamente o estudo de marketplaces e saiba como vencer nesse mercado.

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