5 tendências que definem o mercado imobiliário no Brasil em 2026

30/12/2025

5 tendências que definem o mercado imobiliário no Brasil em 2026

O mercado imobiliário brasileiro entra em 2026 com um misto de otimismo e cautela. De um lado, a previsão de queda dos juros e a manutenção da força do programa Minha Casa, Minha Vida apontam para um cenário favorável. De outro, o crescimento econômico mais modesto, as incertezas do ano de eleição e as mudanças na procura do público exigem estratégia do setor. Acompanhe os detalhes a seguir!

Destaques do mercado imobiliário no Brasil em 2026:

Faça parte da comunidade do Negócios SC no WhatsApp.

5 tendências para o mercado imobiliário no Brasil em 2026

1) Juros em queda e crédito mais acessível

O Boletim Focus de 12 de dezembro de 2025 aponta uma expectativa de redução da Selic para 12,50% em 2026. Essa queda na taxa básica de juros, combinada com a perspectiva de menor inflação e dólar mais fraco, deve criar um ambiente favorável para a demanda nos segmentos de médio e alto padrão, segundo as projeções da Brain Inteligência Estratégica e da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) apresentadas no relatório “Perspectivas 2026: o que esperar do mercado imobiliário brasileiro”.

Esses públicos, que se mantinham em espera devido aos juros elevados, devem voltar ao mercado com a melhoria nas condições de financiamento.

Um ponto de atenção é a desaceleração do crescimento econômico em 2026. O Banco Central prevê a alta do produto interno bruto (PIB) na casa de 1,6%, enquanto a Confederação Nacional da Indústria projeta um aumento de 1,8%. Isso pode frear novos lançamentos em alguns momentos do ano.

Jornada de compra de imóvel deixa apenas 48% satisfeitos.

2) MCMV continua como motor do setor

O programa Minha Casa, Minha Vida mantém sua posição de destaque no mercado imobiliário do Brasil.

Os indicadores da ABRAINC e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram, inclusive, que o MCMV sustentou o crescimento das vendas no setor em 2025. No acumulado de janeiro a setembro, o volume total vendido subiu 1,1% e o valor das vendas cresceu 2,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Mas, não fosse o programa habitacional, os resultados teriam sido negativos.

Resultados das vendas de janeiro a setembro de 2025:

O relatório “Perspectivas 2026” prevê a manutenção da força do MCMV em todas as suas faixas. Para as incorporadoras, isso significa que projetos voltados a esse público seguirão com boa demanda.

3) Sustentabilidade e segurança climática

Segundo um levantamento da ABRAINC realizado ainda em 2021, 56% dos consumidores já estavam dispostos a pagar mais por um imóvel sustentável.

De lá para cá, a busca por sustentabilidade se juntou à procura por conforto térmico e maior segurança diante dos fenômenos climáticos extremos que vêm afetando o Brasil. Por exemplo, o calor excessivo já é apontado por 64% dos brasileiros como um fator de impacto na decisão de mudar de imóvei, de acordo com a Brain Inteligência Estratégica. Enchentes e falta de água são outras preocupações relevantes no setor.

Isso também move uma tendência de quiet luxury, ou luxo silencioso, mais sustentável em imóveis de médio e alto padrão. Materiais naturais e recicláveis, sistemas passivos de resfriamento e ventilação, energia verde e reaproveitamento de água são parte da nova riqueza.

Mercado imobiliário: 49% dos brasileiros têm intenção de compra.

4) Movimentos específicos do mercado imobiliário

Entre 2010 e 2022, a participação dos domicílios locados no total do País cresceu 27%, segundo o IBGE. Agora em 2026, o descompasso entre os preços de venda dos imóveis e a renda das famílias nas capitais deve seguir favorecendo a locação.

Há, com isso, um fortalecimento da procura pelo acesso ao produto ou serviço de moradia em vez da posse do imóvel. Residências funcionais, bem localizadas e com áreas de convivência ganham a preferência sobre grandes metragens.

Um nicho relevante nesse cenário é o de senior living, com projetos adaptados para um público mais maduro, facilitando a mobilidade, o cuidado com a saúde e as relações sociais.

Outro movimento interessante no mercado imobiliário são os projetos co-branded, com a cooperação entre marcas famosas em imóveis de alto padrão. Balneário Camboriú é palco dessa tendência, com empreendimentos como o Senna Tower (FG Empreendimentos + Senna), o Tonino Lamborghini Residences (Tonino Lamborghini + Embraed) e o Yachthouse by Pininfarina (Pininfarina + Pasqualotto&GT) ganhando destaque.

5) Cautela e expectativa

Apesar dos sinais positivos, o ano exige estratégia. Uma economia menos aquecida e o cenário eleitoral devem gerar certa volatilidade no mercado imobiliário no Brasil. Inclusive, o relatório prevê que o último trimestre de 2026 não deve concentrar negócios.

Contudo, espera-se que a demanda esteja mais aquecida que a oferta, devido à baixa taxa de desocupação e à intenção de compra em alta. Até setembro de 2025, 48% dos entrevistados pela Brain tinham interesse em comprar um imóvel dentro de 24 meses.

A comunicação das empresas no setor será essencial para conquistar a atenção desse público. Descubra agora como impulsionar as vendas simulando gratuitamente uma campanha no maior ecossistema de mídia de Santa Catarina.

Compartilhe:
#

Já ouviu o podcast Negócios SC? Conteúdo direto ao ponto com convidados super especiais

Ouça aqui