Apenas o comércio cresceu no primeiro bimestre de 2026 em SC

Apenas o comércio cresceu no primeiro bimestre de 2026 em SC

O comércio de Santa Catarina foi o único setor da economia catarinense analisado pelo IBGE a registrar crescimento no primeiro bimestre de 2026. Enquanto a indústria e os serviços encerraram os dois primeiros meses do ano no negativo, o varejo não só avançou como superou com folga a média nacional, sendo também destaque no acumulado de 12 meses.

Veja os dados do comércio, serviços e indústria em SC:

  • o varejo restrito do Estado apresentou alta de 3,4% no primeiro bimestre;
  • o crescimento chega a 5,2% no acumulado de 12 meses até fevereiro;
  • no sentido oposto, o setor de serviços retrocedeu 1,2% no começo de 2026;
  • a queda da indústria foi ainda mais acentuada, de 6,2%, por conta do tarifaço.

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Comércio de Santa Catarina superou a média do Brasil

O volume de vendas do comércio varejista restrito de Santa Catarina cresceu 3,4% no acumulado do primeiro bimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. O resultado é mais que o dobro da média nacional, que ficou em 1,5% no mesmo intervalo.

Santa Catarina liderou o desempenho da região Sul do País, ficando à frente do Paraná (alta de 3,3%) e bem acima do Rio Grande do Sul (-1,9%). O estado catarinense também se saiu melhor que economias de maior porte, como São Paulo (+0,1%), Rio de Janeiro (+1,4%) e Minas Gerais (+0,8%).

Além dos bons resultados no bimestre, o comércio de Santa Catarina acumula alta de 5,2% nos últimos 12 meses até fevereiro de 2026, o segundo maior crescimento do varejo restrito do País.

Já no varejo ampliado, que inclui veículos, materiais de construção e atacado de alimentos, o crescimento catarinense foi de 2,4% no primeiro bimestre do ano. Aí também o comércio estadual esteve em contraste com o Brasil, que registrou queda de 0,5% nessa mesma categoria.

Em 12 meses até fevereiro, o varejo ampliado de Santa Catarina registrou alta de 2,2%, enquanto a média brasileira caiu 0,4%.

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Serviços começaram o ano em baixa no Estado

O setor de serviços viu um cenário oposto ao do comércio na economia catarinense. No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o volume de serviços em Santa Catarina apresentou uma queda de 1,2% frente ao mesmo período de 2025, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE.

O resultado estadual foi na contramão da média brasileira. No País, o setor cresceu 1,9% no combinado de janeiro e fevereiro. O IBGE ressalta que os serviços estão 20% acima do nível pré-pandemia de fevereiro de 2020.

Em Santa Catarina, as maiores retrações foram nas categorias com dependência pronunciada do turismo e do consumo das famílias. No turismo, lembremos, a Fecomércio SC identificou uma queda no gasto médio dos visitantes durante o último verão. Com isso, as atividades turísticas no Estado recuaram 4,6% no primeiro bimestre.

Enquanto isso, os serviços prestados às famílias, que incluem restaurantes e hotéis, retrocederam 8,9% na comparação com os dois primeiros meses de 2025.

Por outro lado, duas atividades do setor se destacaram positivamente na economia catarinense. Os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 8,8% e os serviços de informação e comunicação tiveram alta de 3,3%.

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Indústria teve a maior queda da economia catarinense

A produção industrial de Santa Catarina fechou o primeiro bimestre de 2026 com recuo de 6,2% na comparação com o mesmo período de 2025, conforme a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), também do IBGE.

Nesse cenário, vale considerar que o primeiro bimestre de 2025 compreende um período anterior às tarifas impostas pelos Estados Unidos, que prejudicaram segmentos importantes da indústria catarinense. Isso ajuda a explicar a magnitude da queda.

A fabricação de móveis, por exemplo, caiu 22,6% nos dois primeiros meses deste ano. O mercado estadunidense representou 25,8% da produção de madeira e móveis vendida para o exterior por Santa Catarina nesse período. No mesmo intervalo de 2025, os Estados Unidos respondiam por 43,8% do total.

— O cenário externo ainda incerto, aliado a uma base de comparação anterior ao tarifaço, e também os efeitos da contração do crédito estão entre os fatores que impactaram a produção industrial no primeiro bimestre – declarou Gilberto Seleme, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC).

A boa notícia é que fevereiro trouxe um leve sinal de recuperação em relação a janeiro. A produção industrial catarinense avançou 1% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal.

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