Comprar TV por audiência segmentada, não por programa: o que muda com a TV 3.0 (DTV+)

Comprar TV por audiência segmentada, não por programa: o que muda com a TV 3.0 (DTV+)

11/09/2026

Santa Catarina é uma das praças onde a nova DTV+  (TV 3.0) está sendo testada. Para quem anuncia, a mudança é mais profunda do que a qualidade de imagem: muda o jeito de comprar.

Quem investe em Meta ou Google já se acostumou a uma lógica: escolher quem vai ver, pagar pelo que foi entregue e acompanhar o resultado.

Quem compra TV aberta trabalha de outro jeito: escolhe o programa, contrata o comercial, alcança todo mundo que estiver assistindo. Não é a toa que é considerada a mídia com a maior velocidade de alcance. 

A TV 3.0 aproxima os dois mundos. E essa é a parte que interessa a quem anuncia, muito mais do que a resolução da imagem ou som.

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O que efetivamente muda

A DTV+ (TV 3.0) é o novo padrão da televisão brasileira, que estreou pela Globo em 2026 e vem sendo testado em Santa Catarina. Ela combina o sinal aberto de sempre com uma camada de internet.

Para o telespectador, isso significa imagem melhor, áudio melhor e interatividade.

Para quem anuncia, significa três coisas:

Segmentação. Passa a ser possível entregar comerciais diferentes para públicos diferentes, dentro da mesma programação. A padaria de bairro pode falar só com a região dela. Possibilitando que mais anunciantes possam utilizar o meio em suas estratégias.

Mensuração. A camada conectada permite medir entrega com precisão maior do que a estimativa por audiência.

Compra por impacto. O anunciante passa a comprar volume de pessoas alcançadas, e não posição na grade.

É a lógica que o mercado digital usa há anos, chegando ao meio de maior alcance do país.

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Isso não começa em 2027

Aqui está o ponto que costuma passar despercebido: não é preciso esperar a virada para comprar assim. Dois produtos já operam nessa lógica hoje.

Globoplay com DAI entrega o comercial dentro do conteúdo do streaming, em TV conectada, com possibilidade de recorte geográfico. Você compra impacto, não horário. É vídeo em tela grande, com a qualidade de conteúdo da  NSC/Globo e a mecânica de compra do digital.

Globo Impacto funciona por pacote: você define o período e o volume de impactos que quer alcançar, e a distribuição na grade é feita para entregar esse número. Em vez de escolher o programa, você escolhe o resultado.

Os dois têm a mesma característica: preço fixo por mil impactos. Você sabe o que vai pagar e o que vai receber antes de fechar.

Uma comparação que costuma surpreender

A objeção mais comum a produtos de TV é o preço. Vale checar essa intuição com número em vez de sensação.

Quando se compara meios pelo custo por mil impactos — o mesmo indicador usado no digital —, o resultado nem sempre é o esperado. Em algumas praças de Santa Catarina, o custo por mil impactos da televisão local pode ficar abaixo do custo de formatos digitais de vídeo.

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E o alcance segue lá

Vale lembrar o pano de fundo. Santa Catarina abriu 79.442 pequenos negócios só no segundo trimestre de 2026, alta de 14,7% sobre o ano anterior, segundo o Sebrae/SC. O varejo do estado acumula alta de 4,7% no ano contra 1,9% da média nacional, conforme a Fecomércio SC.

É um mercado com mais empresas disputando um consumidor que está comprando. Nesse cenário, ser lembrado deixa de ser luxo e vira condição.

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