Moda e vestuário: como marcas catarinenses disputam atenção fora do digital
16/09/2026O varejo de moda em SC movimenta bilhões por mês. Mas quem só disputa no digital acaba disputando preço e preço é a pior briga possível para uma marca de moda.
O consumo de moda em Santa Catarina movimenta bilhões de reais por mês, com polos têxteis em Blumenau, Brusque, Jaraguá do Sul e Chapecó. Como a categoria é dominada pela disputa de preço no digital, marcas que querem margem precisam construir preferência antes da vitrine. TV e rádio constroem desejo e reconhecimento, mídia externa digital trabalha o momento da compra, e conteúdo patrocinado dá valor percebido a marca autoral.
Existe um ciclo que todo lojista de moda conhece de cor.
A marca investe em mídia paga digital. O custo sobe a cada temporada. Para manter o volume, precisa dar desconto. O desconto vira expectativa. E na temporada seguinte o cliente já não compra sem promoção.
O problema não é o digital. É depender só dele numa categoria em que desejo pesa mais que oferta.
Faça parte da comunidade do Negócios SC no WhatsApp.
O tamanho do mercado em SC
Mercado grande e concorrência alta. Santa Catarina abriu 79.442 pequenos negócios só no segundo trimestre de 2026, alta de 14,7% sobre o ano anterior, segundo o Sebrae/SC, e o varejo é um dos setores com mais aberturas.
O consumidor, por outro lado, está em condição favorável. Segundo a Fecomércio SC, em agosto de 2026 o varejo catarinense acumulava alta de 4,7% no ano contra 1,9% da média nacional, com inadimplência das famílias em 23,6% contra 29,8% no país e renda no comércio e serviços de R$ 3.513, cerca de 32% acima da média brasileira.
Tem gente com dinheiro para comprar em Santa Catarina. A disputa é por preferência, não por poder de compra.
Onde a decisão de moda realmente se forma
A pesquisa de intenção de compra da Fecomércio SC traz um dado que muda a estratégia do setor: 27,1% dos consumidores compram porque já são clientes da marca, e outros 20,8% porque conhecem o nome dela.
Quase metade da decisão está resolvida antes da vitrine.
Nas datas comemorativas, vestuário lidera entre os presentes escolhidos. E o comportamento de compra é concentrado: 34,81% compram na semana da data e 22,48% na véspera.
A leitura prática é direta. A marca precisa estar construída antes, e presente com força nos últimos sete dias.
Quem é e como compra o consumidor de moda no Brasil?
O papel de cada meio para moda
TV constrói desejo. Moda é categoria visual e aspiracional, e a televisão é o meio que entrega imagem em escala com credibilidade. Funciona especialmente para coleção, lançamento e campanha de estação.
Rádio constrói frequência e proximidade. Para loja de rua e de bairro, é o que mantém o nome circulando entre uma compra e outra, com investimento que cabe no mês.
Itapema alcança o público de renda mais alta, o que sustenta ticket em marca autoral, alfaiataria e produto premium — justamente a faixa em que não se quer competir por desconto.
Mídia externa digital trabalha o momento da compra. Painel em avenida de circulação e no entorno de shopping fala com quem já está em contexto de consumo. Para moda, tem a vantagem adicional do impacto visual em tela grande.
Branded content posiciona marca autoral. Marca de moda com história — origem, processo, designer, sustentabilidade, produção local — tem material para reportagem. E reportagem constrói valor percebido de um jeito que o anúncio de preço destrói.
O erro que corrói margem
O padrão mais comum no setor é comunicar só oferta. Liquidação, desconto, condição de pagamento, frete grátis.
Tudo isso vende no curto prazo. E ensina o cliente a esperar promoção.
A alternativa não é parar de comunicar oferta. É equilibrar oferta com construção.
Marca que só fala de preço vira commodity. Marca que constrói desejo vende coleção nova sem desconto — e é aí que está a margem.
A divisão que costuma funcionar: presença constante de marca ao longo do ano, com picos de oferta nas datas em que o consumidor já está comprando.
Consumo de moda em SC pode movimentar R$ 3,15 bilhões por mês
O plano que costuma funcionar para uma marca de moda
| Produto | Papel | Quando entra |
|---|---|---|
| NSC TV local | Construir desejo e reconhecimento com imagem em escala | Coleção, lançamento e datas de pico |
| Atlântida | Frequência e proximidade, mantendo o nome circulando | Base, o ano inteiro |
| Itapema | Alcançar o público de renda mais alta e ticket maior | Marca autoral e produto premium |
| Mídia externa digital | Impacto visual no momento e no território da compra | Datas comemorativas e temporadas |
| Branded content | Contar a história da marca e construir valor percebido | Marcas com origem, processo ou proposta autoral |
| Display no NSC Total | Capturar quem já pesquisa na região | Contínuo, com reforço nas datas |
Moda se vende por desejo. TV e rádio constroem preferência ao longo do ano, a mídia externa trabalha o momento da compra, e o conteúdo dá à marca um valor que o anúncio de preço não dá.
Quer construir marca em vez de só disputar preço? Fale com um consultor da NSC pelo WhatsApp e monte um plano que respeita o calendário do seu setor.