O impacto dos grandes temas de 2026 segundo Amy Webb no seu negócio

08/01/2026

O impacto dos grandes temas de 2026 segundo Amy Webb no seu negócio

Anualmente, a futurista Amy Webb, do Future Today Strategy Group, divulga as grandes tendências para ficar de olho. Os temas de 2026 vão desde a nova era da internet pós-buscadores até a corrida espacial por recursos extraterrestres. Mas, no meio disso tudo, o que realmente pode afetar seu negócio no dia a dia? Descubra a seguir!

Temas de 2026 em destaque:

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Cinco grandes temas para 2026 segundo Amy Webb

1) Tecnologias convergentes

“As convergências guiarão a próxima onda de disrupção e crescimento”, escreve Amy Webb.

O ano de 2026 marca um momento em que as tecnologias deixarão de se desenvolver de forma independente e evoluirão de forma conjunta. Isso será capaz de redefinir indústrias e instituições mundo afora.

Na macroescala, podemos citar o exemplo de como a inteligência artificial generativa está se fundindo com a biologia. Há empresas que já criam microrganismos para funções específicas. “Começamos a programar a biologia do modo como programamos softwares”, comenta a futurista.

Mas qual é a lição disso para você?

Para de pensar em tecnologias e ferramentas de forma isolada. A integração de soluções é o caminho para crescer. Quanto mais unificada a visão do negócio, melhores as chances de encontrar maneiras de progredir.

Isso vale também para os diferentes setores da empresa. De acordo com o Panorama das Vendas 2025, da RD Station, apenas 18% dos profissionais brasileiros percebem uma boa integração entre o marketing e as vendas onde trabalham.

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2) A era pós-busca

Quase metade (49,1%) dos internautas brasileiros com 16 anos ou mais usam o ChatGPT regularmente, segundo o relatório Digital 2026: Brazil. 

No longo prazo, isso mudará o comportamento de buscas on-line, se ainda houver buscas. Os usuários poderão completar a jornada de compra, da pesquisa de produtos até a aquisição, dentro de uma conversa com assistente virtual.

O caminho para isso foi traçado quando o Google Chrome começou a rodar o Gemini, enquanto o Edge, da Microsoft, resolveu se tornar o “navegador de IA” do público. A própria OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, lançou o navegador ChatGPT Atlas.

Então, sua estratégia de posicionamento digital está considerando essa nova era pós-busca?

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3) Dispositivos autônomos

Não é só a relação com as buscas que a inteligência artificial tem um papel transformador. O consumo de telas também deve mudar nos próximos anos.

“Estamos entrando em uma era em que os dispositivos não são mais ferramentas passivas, e sim participantes ativos. Telefones, dispositivos vestíveis e sistemas para a casa perceberão o contexto, interpretarão a intenção e responderão autonomamente”, explica Amy Webb.

Já apontamos essa tendência, em menor escala, presente no relatório “Advertising in 2030”, da WPP Media.

A comunicação máquina a máquina é uma das previsões do mercado para a interação entre empresas e consumidores. Isso porque, além dos bots usados pelos negócios, agora o público também pode recorrer a assistentes virtuais autônomos para a realização de tarefas.

Muitas marcas então redescobrirão o poder da TV, do rádio e das outras mídias tradicionais, afinal, é nelas que o consumidor de verdade está presente.

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4) A batalha da confiança

A inteligência artificial generativa evoluiu a ponto de enganar até os olhos treinados. Por um lado, isso facilitou a produção de conteúdo. Por outro, também tornou mais fácil a disseminação de informações enganosas.

Alguém com acesso a ferramentas de IA em vídeo e áudio pode facilmente personificar clientes insatisfeitos, celebridades e CEOs para ludibriar o público e desmoralizar empresas.

“Como você protege sua marca quando qualquer pessoa pode forjar ‘evidências’ de que sua organização mentiu, poluiu ou enganou?’, questiona Amy Webb. Isso exigirá dos negócios uma relação muito próxima com o público, uma comunicação clara e uma resposta ágil a essas crises de imagem forjadas.

Além disso, é válido indagar o quão bem sua marca está se saindo em educar os consumidores para não cair em golpes e mentiras. Uma conta falsa no Instagram é nada perto do estrago que a mídia sintética pode trazer.

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5) Novo panorama global

A guerra tarifária dos Estados Unidos em 2025 mostrou como a política nacionalista e protecionista é capaz de afetar o comércio global. Para 2026, a futurista prevê que a fronteira entre o estado e o mercado será ainda mais tênue.

“Durante trinta anos, a globalização otimizou para a eficiência. Bens iam para onde fosse mais barato produzi-los. O capital fluía onde os retornos eram maiores. As cadeias de suprimento eram avaliadas pelo custo, não pela consequência. Essa era acabou”, alerta.

A consequência disso é que os negócios com presença global terão de se planejar segundo a lógica nacional. Ao mesmo tempo, dependerão da habilidade dos seus governos de negociar alianças benéficas ao comércio exterior.

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