O segredo das marcas brasileiras que crescem acima da média

O segredo das marcas brasileiras que crescem acima da média

02/09/2026

Algumas marcas brasileiras crescem em um ritmo muito mais acelerado que o restante do mercado. Mas qual é o segredo delas? Um estudo da Bain & Company com a NielsenIQ aponta as características comuns a esses negócios, que podem servir de modelo de crescimento para empresários dos mais diversos segmentos e portes. Veja os detalhes!

Por dentro das marcas brasileiras insurgentes em 2026: 

  • mais de 50 marcas foram identificadas na edição nacional do levantamento;
  • elas respondem por 20% do crescimento total dentro das suas categorias;
  • o crescimento dessas insurgentes é dez vezes superior à média do mercado;
  • enquanto elas cresceram 61% entre 2024 e 2025, a média foi de apenas 5%.

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O que são marcas insurgentes?

O conceito de marcas insurgentes vem do estudo “Insurgent Brands”, da Bain & Company em parceria com a NielsenIQ. Em resumo, refere-se às marcas com um desempenho notável nas categorias em que atuam, cuja receita avança muito mais rapidamente que a média.

Depois de uma década sendo publicado em mercados como os Estados Unidos e a Europa, o Brasil ganhou a primeira edição do estudo em 2026. O resultado foi um levantamento de mais de 50 marcas brasileiras que crescem consideravelmente acima da média em seus respectivos segmentos. Mas, para entrar na lista, o negócio precisa faturar mais de R$ 10 milhões por ano.

Na média, uma marca brasileira insurgente apresenta uma receita anual de R$ 177 milhões e tem um crescimento mais de dez vezes superior ao de sua categoria.

A edição brasileira do “Insurgent Brands” é interessante porque mostra as características próprias do nosso mercado. Para começar, a extensão territorial e a fragmentação do varejo levam essas marcas a apostar fortemente em canais digitais e na venda direta ao consumidor logo no início da trajetória. Além disso, fundadores com grande audiência aceleram a construção de confiança perante um consumidor que convive com o orçamento apertado.

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O modelo de crescimento das marcas brasileiras acima da média

Mesmo com a distribuição ainda limitada, as marcas brasileiras insurgentes têm um giro de vendas até três vezes superior à média de suas categorias. Segundo a Bain & Company, esse desempenho está apoiado em cinco pilares: velocidade de vendas, novas fontes de receita, centralidade no cliente, simplicidade de portfólio e agilidade operacional. 

Um ponto em comum das marcas com crescimento acelerado é que elas são criadas para resolver dores reais dos consumidores. A ideia do negócio, muitas vezes, surge de uma necessidade enfrentada pelos fundadores. Assim, conseguem transmitir ao público uma proposta de valor mais clara.

Enquanto as empresas consolidadas priorizam o alcance nacional imediato e um portfólio amplo, as marcas insurgentes seguem outro caminho. Estas se fazem disponíveis com um número limitado de produtos em canais alternativos, mas em contato direto com os clientes, como nas vendas pelas redes sociais. Isso as permite testar tudo mais rápido, antes de expandir e correr riscos maiores.

Para completar, as marcas brasileiras insurgentes constroem a reputação delas por meio de marketing digital direcionado, comunidades engajadas e parcerias com criadores de conteúdo. O próprio fundador pode ser um influenciador atuando a favor do negócio. Mas só presença pública não basta; a liderança deve saber tomar decisões rápidas baseadas em dados, ter obsessão pelo sucesso do cliente e focar em resultados de longo prazo.

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As quatro lições das marcas brasileiras insurgentes

Para negócios de qualquer porte, a edição brasileira do levantamento “Insurgent Brands” deixa boas lições. Saiba quais são:

  • A primeira delas é a importância de uma proposta de valor clara, que resolva um problema específico do consumidor e diferencie a marca da concorrência desde o primeiro contato.
  • A segunda é o protagonismo dos fundadores na comunicação, com lideranças que assumem a voz da marca e a aproximam do público de forma autêntica.
  • A terceira lição é o papel dos clientes como promotores espontâneos do negócio, gerando recomendações e provas sociais sem depender apenas de mídia paga.
  • E a quarta é a mentalidade de testar o modelo e os produtos em escala menor antes de expandir, validando a aceitação, ajustando o portfólio e só então buscando novos mercados.

A própria Bain & Company alerta que marcas adquiridas por grandes empresas costumam perder o ritmo quando esses elementos das insurgentes não são preservados, com taxas de crescimento caindo de cerca de 77% para 22% após a integração.

Então, para os empresários catarinenses que buscam traçar uma trajetória crescente, o caminho passa por conhecer bem o público local, comunicar com autenticidade e investir em mídia de forma estratégica. Assine a newsletter do Negócios SC e receba mais informações.