Renda em Santa Catarina cresce e atinge novo valor recorde
18/05/2026A economia catarinense é destaque mais uma vez no panorama brasileiro. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a renda em Santa Catarina atingiu patamares inéditos. Os números a seguir reforçam a posição do Estado entre as economias mais sólidas do País, acompanhe!
Os dados da renda em Santa Catarina:
- a renda dos catarinenses chegou a R$ 3.900, na média, em 2025;
- já a renda per capita ficou em R$ 2.752, um novo recorde do Estado;
- ambos os indicadores de SC estão muito acima do patamar nacional;
- e Santa Catarina ainda tem a melhor distribuição de renda do Brasil.
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Novo recorde de renda em Santa Catarina
O rendimento médio mensal real de todas as fontes dos brasileiros atingiu o valor de R$ 3.367 em 2025, o maior já registrado desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. Isso significa um avanço de 5,4% frente a 2024, já considerada a inflação, no quarto ano seguido de alta dos rendimentos no Brasil.
O desempenho foi ainda mais expressivo em Santa Catarina. O rendimento médio no Estado avançou de R$ 3.587 para R$ 3.900 entre 2024 e 2025, um crescimento real de 8,7%. Com esse resultado, a renda dos catarinenses ficou 15,8% acima da média brasileira, o que revela a força do mercado de trabalho e do ambiente econômico estadual.
Outra boa notícia é que o rendimento médio mensal real domiciliar per capita bateu recorde tanto no Brasil quanto em Santa Catarina. No País, o valor subiu 6,9% em 2025, chegando a R$ 2.264. Já em SC, a renda per capita alcançou os R$ 2.752, representando um crescimento de 8,2% na comparação com o ano anterior.
Veja os estados com maior renda per capita no Brasil em 2025:
- Distrito Federal: R$ 4.401
- São Paulo: R$ 2.862
- Rio Grande do Sul: R$ 2.772
- Santa Catarina: R$ 2.752
- Rio de Janeiro: R$ 2.732
O fato de a renda em Santa Catarina ser superior à média brasileira quer dizer, para os negócios catarinenses, um consumidor com maior poder de compra.
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A distribuição de renda em Santa Catarina é referência
Além dos níveis recordes de renda, Santa Catarina também se destacou em 2025 pela forma como ela é distribuída. Os dados do IBGE revelam que o Estado registrou o menor Índice de Gini do Brasil, o que reafirmou a posição de liderança nacional em distribuição de renda.
O Índice de Gini mede a desigualdade em uma escala de 0 a 1. Quanto mais próximo de 0, maior é o equilíbrio entre os rendimentos da população. Nesse contexto, o índice catarinense recuou de 0,430 em 2024 para 0,425 em 2025. Santa Catarina então caminhou na direção contrária à tendência nacional, de ligeira concentração de renda, que foi de 0,504 para 0,511.
Em resumo, Santa Catarina melhorou a distribuição de renda justamente quando o País como um todo apresentou piora nesse quesito.
Estados com melhor distribuição de renda no Brasil em 2025 segundo o Índice de Gini:
- Santa Catarina: 0,425
- Mato Grosso: 0,439
- Mato Grosso do Sul: 0,457
- Rondônia: 0,458
- Bahia: 0,466
Enquanto isso, a maior desigualdade de renda no País ficou por conta do Distrito Federal, com índice de 0,570.
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A renda dos catarinenses vem sobretudo do trabalho
Um dos fatores que explica o nível elevado e bem distribuído da renda em Santa Catarina é o cenário de pleno emprego vivido pelo Estado. Segundo o IBGE, a taxa de desocupação catarinense ficou em apenas 2,7% no primeiro trimestre de 2026, o menor índice do Brasil e bem abaixo da média nacional de 6,1% no mesmo período.
Para se ter uma ideia da situação ímpar de Santa Catarina, este foi o único estado do País com desemprego abaixo de 3%.
Com mais pessoas empregadas e recebendo salários acima da média brasileira, então se reduz a dependência de programas de transferência de renda.
Essa dinâmica aparece com clareza nos dados do IBGE de 2025:
- apenas 3,9% dos lares catarinenses receberam Bolsa Família;
- houve uma queda em relação aos 4,3% registrados em 2024;
- o índice de SC está muito abaixo dos 17,2% da média brasileira.
Santa Catarina também lidera o ranking de menor participação em programas sociais em geral. Somente 6,9% dos lares catarinenses acessaram algum benefício governamental em 2025, ante uma média brasileira de 22,7%. Isso dá maior autonomia financeira às famílias catarinenses e sinaliza um modelo econômico baseado na geração de renda pelo próprio trabalho.
Para os empresários, esses indicadores representam oportunidades concretas. Um consumidor com renda mais alta, proveniente do trabalho, tende a ter hábitos de compra mais estáveis e capacidade de consumo mais previsível. Tais fatores facilitam o planejamento e o crescimento dos negócios locais.
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