Veja o retrato do mercado consumidor de Lages segundo o Sebrae SC

29/12/2025

Veja o retrato do mercado consumidor de Lages segundo o Sebrae SC

Lages é uma das principais cidades de Santa Catarina e o maior mercado consumidor da Serra Catarinense, com um potencial de consumo avaliado em R$ 7,3 bilhões em 2025 pelo IPC Maps. Mas você sabe quem é esse público? Uma pesquisa do Sebrae SC traz um retrato detalhado dele e ainda sugere algumas oportunidades para o comércio local. Acompanhe a análise!

Destaques sobre o consumidor de Lages:

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O retrato do consumidor de Lages em dados

O Sebrae SC traz um perfil do consumidor lageano um tanto diferente das outras cidades analisadas no mesmo levantamento: Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis e Joinville. Nelas, as classes socioeconômicas predominantes intercalam-se entre C e A/B. Mas, no caso de Lages, a classe D/E vem logo abaixo da C.

Distribuição socioeconômica dos consumidores em Lages:

Outra diferença que chama a atenção é o fato de Lages ter o maior percentual de pessoas com a aposentadoria como principal ocupação, representando 17,8% do total. Os empregados assalariados compõem 34% e os autônomos são 17,5%, sendo essas as três principais ocupações na cidade.

A pesquisa do Sebrae SC também destaca:

Nota-se, ainda, uma população mais madura que nos demais centros consumidores de Santa Catarina. No polo serrano, 54,1% do público tem 40 anos ou mais, contra 50,5% do Estado.

Veja os 3 perfis predominantes do público em Santa Catarina.

O comportamento do consumidor de Lages nas compras

O consumidor lageano valoriza especialmente o atendimento na hora da compra. Essa prioridade é unânime entre as diferentes faixas etárias, classes socioeconômicas e de nível de escolaridade presentes no município. 

Principais fatores que o consumidor de Lages considera ao comprar:

Vemos aí que o preço também tem um peso considerável na decisão de compra. Essa preocupação fica mais evidente diante da informação de que 63,8% dos lageanos pesquisam sempre ou quase sempre pelo melhor negócio. A procura então se divide entre as visitas às lojas físicas e a consulta aos canais digitais.

Mas, na hora de comprar, 53,7% dos consumidores fazem apenas uma compra on-line por mês ou ainda menos e 29,3% não compram pela internet em qualquer momento. Quanto maior a idade e menor a renda, mais fraca a adesão ao e-commerce entre o público local.

Até nos meios de pagamento os lageanos são mais conservadores. Em Santa Catarina, 32,6% costumam usar dinheiro para pagar as compras, número que sobe para 42,8% em Lages, o mais alto entre as cidades estudadas. Ao mesmo tempo, o percentual de uso dos cartões de crédito e débito no município serrano é menor que a média estadual.

Este é o meio de pagamento favorito de 52% dos brasileiros.

O que falta no comércio de Lages?

Quase um terço dos entrevistados pelo Sebrae SC não sente qualquer carência no comércio da cidade. No entanto, a pesquisa revela algumas oportunidades para o setor, especialmente em moda, farmácia e varejo alimentar.

Moda

O segmento de roupas, calçados e acessórios em Lages tem um potencial de consumo mensal estimado em R$ 44,2 milhões. Atualmente, 83% do público compra itens do gênero nas lojas do Centro, mas há demanda reprimida especialmente nas regiões dos bairros Santa Catarina, Santa Helena e Universitário.

Farmácia

O mercado de saúde movimenta R$ 33,2 milhões por mês em Lages, enquanto o de higiene, cosméticos, perfumaria e cuidados pessoais é avaliado em R$ 32,6 milhões. Ainda assim, os consumidores nas regiões de Conta Dinheiro, Petrópolis e Universitário gostariam de ter mais farmácias por perto.

Varejo alimentar

Os supermercados e atacarejos têm o maior potencial de consumo entre as carências do comércio de Lages. Isso porque os lageanos gastam, em média, R$ 1.292,26 por mês na categoria, totalizando R$ 77,5 milhões mensais.

A pesquisa também aponta que 51,8% do público local faz compras de alimentos e bebidas ao menos uma vez por semana.

Contudo, moradores de quase todas as regiões sentem falta de opções próximas de casa. A carência é percebida mais fortemente nos bairros Santa Catarina, Petrópolis, Universitário e Penha.

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