Serviços e comércio de Santa Catarina cresceram no 1º semestre
17/08/2026Mesmo em um cenário marcado pela cautela dos consumidores, os serviços e o comércio de Santa Catarina tiveram resultados positivos no primeiro semestre de 2026. No caso do comércio, o crescimento foi até maior que o dobro da média brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Acompanhe os dados a seguir!
Destaques dos serviços e comércio de Santa Catarina:
- o comércio varejista restrito avançou 4,5% no primeiro semestre;
- o varejo ampliado teve alta de 4,7% nos seis primeiros meses de 2026;
- enquanto isso, o setor de serviços cresceu 1,3% no mercado catarinense;
- esse resultado permitiu ao Estado manter a menor taxa de desemprego do País.
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O comércio de Santa Catarina no 1º semestre de 2026
No Brasil, o comércio varejista restrito acumulou alta de 1,9% no primeiro semestre de 2026, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, em relação ao mesmo período do ano anterior. O varejo ampliado, que reúne também veículos e materiais de construção, teve um desempenho idêntico na comparação.
Santa Catarina alcançou um resultado muito acima da média nacional. Tanto que o comércio catarinense acumulou um dos maiores crescimentos do País no acumulado de janeiro a junho.
O varejo restrito do Estado avançou 4,5%, por exemplo. A alta foi puxada pelo desempenho de atividades como a de hipermercados e supermercados (+5,8%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+4,6%).
Por outro lado, o volume de vendas nos segmentos de tecidos, vestuário e calçados, e móveis e eletrodomésticos recuou 4% e 3,3%, respectivamente.
Já o varejo ampliado apresentou um crescimento de 4,7% frente ao primeiro semestre de 2025. Duas das três atividades analisadas tiveram alta de 7,2% no período: a de veículos, motocicletas, partes e peças, e a de materiais de construção. Apenas o atacarejo teve um resultado negativo, de -1,9%.
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Serviços atingem crescimento modesto no Estado
Diferentemente do comércio de Santa Catarina, os serviços registraram um resultado abaixo da média brasileira. No País, o setor cresceu 2% entre janeiro e junho, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE.
Santa Catarina avançou 1,3% na mesma comparação com o primeiro semestre de 2025. Mas, considerando somente a passagem de maio para junho, o Estado avançou 0,9%, enquanto o Brasil permaneceu estável (0%).
A situação específica dos serviços de alimentação e alojamento merecem atenção no contexto catarinense. Isso porque eles tiveram queda de 6,6% no primeiro semestre deste ano. Os serviços turísticos também saíram desse período com um saldo negativo expressivo, de -5,3%.
Em compensação, atividades como as de serviços de informação e comunicação, e de serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 6% e 10,4%, respectivamente.
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Duas realidades distintas na geração de empregos em SC
Apesar do crescimento mais forte registrado pelo comércio de Santa Catarina no acumulado do primeiro semestre, foi o setor de serviços que mais gerou empregos para os catarinenses.
Segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), Santa Catarina fechou os seis primeiros meses de 2026 com o saldo positivo de 63.169 postos de trabalho com carteira assinada. Esse foi o quarto melhor desempenho no País. O Brasil como um todo gerou 921,6 mil vagas a mais no período.
Os serviços foram responsáveis por 26.639 das oportunidades criadas no Estado, ou 42,2% do total catarinense.
Já o volume de vendas do comércio catarinense não se traduziu em mais postos de trabalho. O setor fechou o primeiro semestre no Estado com um saldo de apenas 136 novas oportunidades formais.
A contribuição dos serviços para a geração de emprego ajudou Santa Catarina a garantir o menor índice de desemprego do Brasil. No segundo trimestre de 2026, o Estado registrou uma taxa de desocupação de 2,1%, bem abaixo da média nacional de 5,4%, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Essa foi a menor taxa de toda a série histórica, iniciada em 2012, para Santa Catarina e para qualquer estado brasileiro.
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